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Recomendação de E.S. Oxes
Ágata tem tudo o que devia bastar pra ser feliz — parceiro presente, vida estável — e mesmo assim não sente prazer. Marc, cansado de tentar sozinho, arrasta os dois até uma sexóloga, e o que começa como terapia de casal vira uma dieta sensorial de verdade: comida, toque, tempo, em doses. E a câmera não corta.
Título: A Dieta do Sexo (Diet of Sex)
Ano: 2014
Direção e roteiro: Borja Brun
Elenco principal: Raquel Martínez, Marc Rodriguez, Che Mariño, Ángeles Menduiña, Antón Lamapereira, Alberto Casqueiro
Duração: 72 minutos
País: Espanha
Idioma original: Espanhol
Onde assistir: Sem disponibilidade confirmada em streaming legal no momento; a produtora ainda vende o DVD oficial direto pelo site do filme
Nível de explicitação: 🌶️🌶️🌶️🌶️🌶️ (5/5)

Ágata sofre de anedonia — a incapacidade real de sentir prazer, não frigidez de novela. O corpo simplesmente não responde, apesar do relacionamento estável com Marc.
Marc, sem saber mais o que fazer, leva os dois a uma sexóloga. O que era pra ser uma sessão vira um método: uma verdadeira dieta sensorial, com exercícios de comida, toque e tempo repetidos em doses, como qualquer tratamento gradual.
Os pais de Ágata aparecem de visita bem no meio do processo, sem noção do que está em jogo, e viram alívio cômico cronometrado — sempre que a tensão ameaça virar solenidade, a família reaparece pra puxar tudo de volta pro constrangimento doméstico universal.
O filme aposta que prazer se aprende de novo, com paciência — não é espetáculo. É curto (72 min), funcional, feito pra sustentar a premissa até o fim sem se perder.
Por que 🌶️🌶️🌶️🌶️🌶️? O próprio MUBI classifica A Dieta do Sexo na sua lista curada de cinema com sexo não simulado. Não há relato de dublês, diferente de outros títulos do gênero — as cenas são descritas por quem assistiu como genuinamente explícitas e sem cortes de pudor, a ponto de parte da crítica informal (Letterboxd) considerar o filme mais próximo de pornografia com roteiro do que de cinema erótico convencional. É o teto da escala: sem filtro, sem simulação.
Funciona melhor a dois — a própria premissa é sobre reconexão de casal, e o tom caseiro da Espanha rural ao redor de Vigo ajuda a manter tudo do lado do afeto, não do clínico.
🎵 Trilha: algo morno e acústico, indie ibérico — nada de eletrônico.
🍷 Ritual: já que o próprio filme usa comida como método, funciona bem com algo pra beliscar e uma taça de vinho verde português.
A Dieta do Sexo não esconde o que é: uma comédia romântica que decidiu não cortar as cenas de sexo, e que sabe que isso divide opinião. Raquel Martínez carrega o filme com um trabalho físico que a crítica local elogia — e é, aliás, o único papel de cinema dela até hoje. O roteiro não é ambicioso, mas cumpre o que promete.
Sem confirmação de streaming legal no momento; a produtora ainda vende o DVD oficial direto pelo site do filme.
Sim — o MUBI cataloga o filme na lista de cinema com sexo não simulado, e não há relato de dublês nas cenas.
Não, é ficção original, mas construída em torno de um quadro real — a anedonia — tratado de forma dramatizada.
72 minutos.
Já assistiu? Conta nos comentários — e se foi a dois, conta ainda mais. 😈
