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A avó francesa dá o conselho: escreve. Val escreve. Anos depois, o caderno vira livro, o livro vira best-seller na Espanha e o best-seller vira este filme — e a mulher que escreveu tudo, Valérie Tasso, estava lá no lançamento em Madri, explicando à imprensa que foi buscar a si mesma através do sexo e acabou na prostituição. Não é uma metáfora. É a biografia dela.
Título: Diário Proibido (Diario de una ninfómana; internacional: Insatiable — Diary of a Sex Addict)
Ano: 2008 (estreia na Espanha: 17 de outubro)
Direção: Christian Molina
Roteiro: Cuca Canals, a partir do livro autobiográfico de Valérie Tasso
Elenco principal: Belén Fabra, Leonardo Sbaraglia, Geraldine Chaplin, Ángela Molina, Llum Barrera, Natasha Yarovenko
Fotografia: Javier Salmones · Trilha: Roque Baños e Mariano Marín
Duração: 101 min (algumas bases registram 105 — ver Curiosidades)
País: Espanha (idioma original: espanhol)
Onde assistir: sem streaming por assinatura confirmado no Brasil. Verifique aluguel e compra no Prime Video, Google Play e YouTube — a disponibilidade oscila. Na Espanha, está no FlixOlé.
Nível de explicitação: 🌶️🌶️🌶️🌶️ (4/5)

Val tem 28 anos, formação universitária e uma vida confortável em Barcelona. Também tem uma curiosidade sexual que não fecha a conta com nada — nem com os homens que arruma, nem com o que se espera dela. A avó, Marie (Geraldine Chaplin), sugere que ela escreva o que vive. Val começa o diário.
Ela conhece Jaime (Leonardo Sbaraglia), um executivo argentino, e se apaixona pela primeira vez. Ele é bom em quase tudo e ruim na cama. Vão morar juntos num apartamento lindo, e o filme faz então a coisa mais interessante que faz: mostra o tédio se instalando devagar, sem gritaria, com Val cada vez mais educada e cada vez menos presente.
Quando o casamento desmorona, Val entra num prostíbulo de luxo. Não por dinheiro, por curiosidade. É a linha que a Valérie real sempre defendeu, e é também a que o filme tem mais dificuldade de sustentar. Ali ela encontra clientes que a mudam, e um deles, um homem com deficiência, protagoniza a melhor cena da segunda metade.
Por que 🌶️🌶️🌶️🌶️? Nudez frontal em boa parte da metragem, cenas de sexo longas e frequentes, e uma fotografia que não desvia. Para uma produção espanhola de circuito comercial, foi ousado o bastante para virar caso de censura.
O sexo é simulado. E aqui vale ser preciso, porque o título engana: apesar da palavra “ninfômana”, não há inserts de genitália, ereções em quadro nem penetração explícita. A crítica espanhola da época fez questão de marcar essa diferença — é cinema erótico, não é hardcore.
Sobre a versão que você viu. Existe versão cortada circulando. O Blu-ray espanhol é vendido como “uncut” e traz cenas deletadas; as bases de dados divergem entre 101 e 105 minutos; e o filme rodou o mercado anglófono com outro título. Se a sua lembrança é de um filme mais leve do que as cenas que você vê hoje, provavelmente não é impressão sua.
Funciona muito bem a dois — é o mais “acendível” dos filmes de nível 4 que curamos. A primeira metade, com o casamento morno e o desejo escapando pelas beiradas, é um convite direto a uma conversa que casais evitam ter. A segunda metade pede mais estômago.
🎵 Trilha: a partitura de Roque Baños — elegante, e mais melancólica do que o filme merece.
🍷 Ritual: vinho branco, luz baixa, e um caderno na mesa de cabeceira. É esse o convite que o filme faz: escreve.
Diário Proibido é bonito de olhar e tímido de pensar. Belén Fabra sustenta o filme inteiro nas costas e faz a personagem existir mesmo quando o roteiro só quer que ela tire a roupa. A fotografia é elegante, o sexo é frequente e bem filmado, e a primeira metade — o casamento morrendo em silêncio — é melhor cinema do que o filme sabe que fez.
O problema é a tese. O livro de Valérie Tasso é sobre uma mulher tentando se entender pelo corpo, e o filme transforma isso numa fábula com moral no fim, que amacia justamente o que era desconfortável. Sobra o erotismo, e ele é bom. Falta a coragem.
Sim. É a adaptação do livro autobiográfico de Valérie Tasso, escritora francesa radicada na Espanha, que esteve presente no lançamento do filme em Madri.
Não. O sexo é simulado. Apesar do título, não há inserts de genitália, ereções em quadro nem penetração explícita — é cinema erótico, não hardcore.
Há fortes indícios de que sim. O Blu-ray espanhol é vendido como “uncut” e traz cenas deletadas, as bases de dados divergem entre 101 e 105 minutos de duração, e o filme circulou no mercado anglófono com outro título (Insatiable — Diary of a Sex Addict). Não há declaração oficial de dois cortes do diretor, mas quem lembra de uma versão mais leve provavelmente viu uma cópia aparada.
Não há streaming por assinatura confirmado no Brasil. Verifique aluguel e compra no Prime Video, Google Play e YouTube. Na Espanha, o filme está no FlixOlé.
Nível 4 de 5 (🌶️🌶️🌶️🌶️): nudez frontal em boa parte da metragem e cenas de sexo longas e diretas, todas simuladas.
Já assistiu? Conta nos comentários — e se foi a dois, conta ainda mais. 😈